twrh – evidência V

e os 90 começaram, anos universitários e malucos, com a evidência V. hollycrap! de longe a bunda mais generosa do time das ruivas. assustou-o um pouco quando começou a falar de sua psicóloga mas aquela bunda era demais para ser simplesmente ignorada por causa de uma instabilidadezinha emocional qualquer. claro que se fodeu porque a evidência V terminou flagrando-o com a evidência M, que fazia parte da lista das morenas e tinha uma bunda maior ainda.

agnóstico, ateu, relapso

noutro dia escrevi a seguinte linha em uma mensagem: “às vezes quase acredito em magia simpática”. o ‘quase acredito’ aí em cima deve-se a meu agnosticismo empedernido ou ao meu ateísmo relapso, entenda como quiser.
por exemplo…
bom, acho melhor deixar os exemplos em stand-by por causa de duas ou três superstições que incluem, entre elas, a noção de que falar de algo que está dando certo pode prejudicar o andamento do que quer que seja esse ‘algo’.
hm, pensando comigo mesmo: será que conseguiria ser mais vago se tentasse?
- email, entrada, entre domingo e segunda, subject (censurado – mas tem a ver com hqs);
- email, entrada, segunda, subject ‘uma notícia ruim e uma boa’;
- email, entrada, terça, subject ‘do além 2’.
————————————————————————————————————————
minha capacidade de foder as mãos (não desse jeito!) atingiu um novo patamar quando esfolei o indicador da direita enquanto descongelava a geladeira, ‘esfolei’ significando ‘deixei em carne viva’.
isso foi antes de voltar a atacar um troço inominável que pus em movimento ano passado e, parece, vai render alguns frutos. não, se é inominável, é inominável, não dá pra falar a respeito. só que tem um plot que está sendo decupado em 72 páginas de algum formato narrativo.
é, eu sei.
bom, talvez não saiba.
dane-se.

irreversível

é, pra começar bem o ano, deletei o Labirinto(blogsome) original, Imakinaria(blogsome) e migrei tudo que tinha lá pra versão 2.0. quem quiser ler (ou reler) as aventuras de Lucas e Lúcio além das prosas curtas que tavam no LabPrime é só dar uma passadinha.

o acaso, como sempre se pode esperar, fica no meio do caminho, como a pedra clássica do Drummond. escrevi esta 1ª linha na 2ªfeira e embora os ordinais estejam na ordem do dia, sabemos que pouco significam no grande esquema das coisas.

o que era irreversível perde o prefixo de negação desde que se espere por tempo suficiente. pergunte pro Ilya!

twrh – evidência I

os 80 terminaram com a evidência I. essa foi uma das piores, sua influência se nota até hoje na assim chamada vida dele. escolhas profissionais, etc. era tudo altamente “intelectual” e (quase! continue lendo) puramente platônico.

I se achava A Marxista, ele não sabia se por causa de todos aqueles autores nacionais modernistas (e pós) ou se por sua pose e dicção de hippie-de-boutique… só uma vez, sem envolver intelecto e menos ainda Platão, ao embalo de marijuana e trilha sonora dos anos 70(!).

all things comics

todas as coisas relacionadas a quadrinhos que vi recentemente na internet são resultado da leitura do mais insuspeito dos livros… e da necessidade de esvaziar o cérebro/mente do inferno da burocracia secular que me oprime a cada fim de ano… e da preguiça de fazer qualquer outra coisa além do que obviamente venho fazendo, além de trabalhar, é claro.

o livro em questão é um daquela série ’1001 não-sei-quê-não-sei-quê-lá que você deve sei-lá-o-quê antes de morrer’. o tipo de livro que evito, talvez por ignorância, certamente por preconceito (é, é, tou sabendo que ambas atitudes são intrinsecamente ligadas, a ignorância gera preconceito e coisa e tal).

só que ’1001 comics you must read before you die’ foi organizado pelo próprio ‘man at the crossroads’, Paul Gravett, editor da lendária e britânica Escape Magazine e curador de várias mostras de quadrinhos. então o livro adquiriu certo apelo. conferindo o tijolo, descobri que as sugestões de leitura estão organizadas cronologicamente, o que significa, que o material conta de certa forma uma ‘história dos quadrinhos’, o que é mais do que bacana. além disso, Gravett mantém uma database no seu site, coligindo verbetes sobre hqs do mundo todo.

voltei a frequentar o twitter e descobri um webcomic charmoso. tem gente que vai achar parecido com Calvin and Hobbes e alguns vão identificar no Max um William Shatner pré-adolescente, mas as historinhas trazem mais que isso. Max Overacts é engraçada e graciosa. além disso tem as tiras Squirrels and Pigeons, na mesma url, também do Caanan.

fim da transmissão, sras. e srs.

Joe R. Lansdale: escritor e artista marcial

já faz um tempo que leio gibis e prosa do Joe. cacete, sua versão de Jonah Hex continua sendo uma de minhas preferidas. suas adaptações de Robert Howard e Howard Phillips Lovecraft são, no mínimo, interessantes. e as novelas da série de Hap & Leonard, imperdíveis. diversão garantida.

só não tinha visto, ainda, o trabalho do cara como artista marcial. até hoje. Shen Chuan é uma arte marcial pouco prejudicada pelo panceps hipertrofiado, como você vai ver na demonstração, se tiver saco (não esse saco, Joãozinho e, meninas, não se sintam excluídas).

twrh – evidência G

a evidência G, por outro lado, o desarmou completamente. ele deve ter sido um desafio pra ela. o cara que ‘só queria ser seu amigo’. uma missão de resgate, sabe-se lá o que passou por sua cabeça.

cabelos levemente cacheados mais curtos que da segunda evidência C, olhos verdes e levemente estrábicos, sensualmente fofa. muito dry-humping, pouca ação de verdade. G teve o mesmo efeito sobre ele que a C original e o cara ficou aos pedaços.

twrh – evidência C/2

(os 80 foram bem diferentes dos 90 pra ele.)

mais perto do fim da década teve outra evidência C: mais velha que a original e do que ele. mais experiente, interessante, alta, cabelos encaracolados, olhos azuis.

não durou muito tempo porque, dessa vez, ele, ainda lidando com os calos emocionais da primeira C (snif, snif), não estava tão interessado. quente, afoita, sequiosa.

twrh – evidência C

as ruivas de carne e osso começaram a mexer com ele em 86, quando se apaixonou pela primeira.

resolveu chamá-la de evidência C: mignon, cabelos curtos, sardas, olhos castanhos. um mês que foi bom. ainda lembrava do perfume e do creme dental que ela usava.

claro que C partiu seu coração (ainda tinha um naquele ano) adolescente e claro que 8 anos depois tiveram uma reprise curta e divertida e bêbada.

twrh – oriental

sr. Leung envergava o terno de três peças com graça e leveza. cabelo negro penteado com perfeição. quantos homens conseguem, vestindo-se assim, sentar-se sobre os calcanhares, beber saquê sem perder a elegância, desabotoar algumas casas do paletó e do colete, manter o cabelo alinhado? quantos atores conseguem transmitir tanto de maneira tão minimalista? se fosse oriental gostaria tanto de ruivas?