winter men

Postado em links!, omphalos, prosa, resenha, seqüenciais com as tags , , , , em 02/09/2010 por amoraes

Xeu dizer isso logo de cara: puta-que-o-pariu!

Há muitas luas uma HQ do mainstream norte-americano não me impressionava. E não tou dizendo que os caras reinventaram o vocabulário, a gramática ou a sintaxe da linguagem, coisa que muitos autores afirmam ter realizado e só uns poucos fizeram de fato.

Usando um storytelling tradicional, sem firulas, só os recursos narrativos de sempre, o roteirista Brett Lewis e o ilustrador John Paul Leon contaram uma daquelas histórias que não dá pra parar de ler.

A premissa é bacana e a princípio até pensei que os caras tavam reciclando personagens da DC que ficaram conhecidos nos anos 80, os sovietes supremos, soldados russos em armaduras brancas e vermelhas que serviam a URSS antes de seu desmantelamento pós-glasnost, pós-perestroika. Enfim, aquele instinto leve de fanboy que assombra até mesmo o mais empedernido crítico fez bater a curiosidade.

O plus era a arte do John Paul. Curiosidade dobrada.

Daí uns caras que entendem do riscado começaram a falar bem da história, o que fez o dial da curiosidade girar mais uns pontos. Quando começaram a chegar as notícias de que a série agora seria uma mini-série de 8 números o sinal de perigo começou a tocar. Quando divulgaram que iam abreviar a parada pra 7, pensei com meus botões ‘nunca vão publicar esse troço em tpb’. Quando o 6º número demorou meses pra se materializar e depois foi substituído por um irônico ‘winter special’ final, minha certeza era quase absoluta.

Por algum motivo tudo mudou, publicaram o tpb e passei o domingo me deliciando com ele.

Então, após o desmanche da União Soviética, a ‘ameaça comunista’ com que assombravam todo mundo desde o fim da 2ª guerra, várias unidades das forças especiais russas tornaram-se, como se diz no vocabulário dos administradores de empresa, redundantes e esses caras altamente treinados ficaram sem emprego. Alguns foram absorvidos pela polícia, outros tornaram-se soldados de aluguel, guarda-costas e até mafiosos.

Os caras dessa unidade específica, a RED-11, protagonistas da história, eram pilotos de ‘tanques foguetes’, como eles mesmos definem suas armaduras, os spetsnaz que pilotavam essa tecnologia maluca e pertenciam ao programa winter men, que visava a criação de super-humanos. Eles faziam parte da divisão de armaduras, que era um recurso pra deixar em xeque a divisão que tinha criado super-humanos verdadeiros.

Doideira, né?

Mas esse é o mundo paranóico em que os caras cresceram, um pouco mais fantasioso que nossa realidade, pero no mucho.

A história começa com o seqüestro de uma criança. Kris Kalenov, o policial que vemos pela primeira vez caído na neve e dado como morto pelos guardas do parque, e ex-membro da RED-11, spetsnaz, é quase imediatamente envolvido na investigação, o que implica uma viagem aos EUA onde ele se infiltra na mafiya local a fim de rastrear a tal criança, o mcguffin que põe a trama em movimento.

Drost, o soldado, aparece e já toma parte ainda no comecinho. Depois é a vez de Nikki, o gangster, Nina a guarda-costas e, só no último episódio, o Siberian, a que Kalenov se refere quase como uma criatura de outro mundo (que ele é, de fato).

Sou super-curioso com relação ao estado da Rússia pós-abertura, capitalista, e uma das coisas que Lewis fez muito bem foi a pesquisa. A corrupção está em todos níveis (nenhuma novidade aqui, vivendo no país em que vivemos todo mundo sabe disso), mas a coisa é disseminada de um jeito maluco. Todo mundo é corrupto. Não tem um só Quixote, inclusive os protagonistas, que, se não fazem vista grossa pro ilícito, participam ativamente dele.

É uma história sem heróis, mas com um super.

O bacana é que mesmo os caras tendo debandado a unidade e cada um assumido uma posição que poderia até mesmo ser considerada antagônica aos outros eles ainda são fiéis aos companheiros de unidade. A interação entre eles é um barato.

São amigos.

Lewis também fez um troço cool com a língua inglesa aqui. Ele adotou várias expressões da língua russa características, assim como adaptou o modo como formulam a frase. Tá, é tudo em inglês, compreensível, mas é aquele inglês que a gente sente meio truncado, que não é a língua materna do falante. Do John acho que nem preciso falar muito, já que o trampo dele é bem disseminado no mainstream, tendo desenhado franquias gigantes como Batman, X-men e correlatos.

e, claro, como é praxis agora, 5º segmento de ‘ao inferno’ upado.

um daqueles momentos

Postado em bastidores 1, links!, omphalos, prosa, seqüenciais com as tags , , , , , em 02/08/2010 por amoraes

cada vez mais raros em que as peças caem nos devidos lugares quase magicamente.

é assim que gosto de pensar em ‘ao inferno pela companhia’ (3º e 4º segmentos já disponíveis no Labirinto). a certeza quase absoluta de que é um monte de merda fumegante (calor da porra! deve estar mais quente que a temperatura interna do corpo, o que significa que o ‘monte de merda’ emitiria um calorzinho ridículo e, também, que minhas metáforas fedem) não me abala. montes de clichês e personagens recorrentes de outras histórias não devem salvar a trama fraquinha, patética.

mas eu devia isso ao Lúcio.

na primeira história em prosa dele pus um alvo sobrenatural na bunda do cara e precisava remediar a situação.

tinha terminado de escrever outra prosa curta, ‘a fêmea da espécie’ e meu ritmo diário de produção tava se mantendo. o roteiro de uma hq que deveria ter começado na seqüência de ‘fêmea’ sofreu um revertério e, quando me vi com o processador de texto aberto e minha cabeça funcionando mas sem nada pra escrever, o que me veio imediatamente foi, adivinha, Lúcio.

parágrafos iniciais chutados, no espaço de uma semana o texto cresceu, ganhou elementos que eu não imaginava ser capaz de inventar e um sabor muito no estilo de Ray Chandler e sua máxima de ‘quando não sei o que escrever a seguir, faço alguém entrar no ambiente brandindo uma arma’.

que até usei em ‘escaldado’, a primeira prosa protagonizada por Lúcio.

o processo de produção também tá sendo bacana. escrevi o troço todo do começo ao fim, colocando toneladas de informações contraditórias na pressa de terminar antes de voltar à rotina massacrante do trampo secular e, quando vi que tinha um final viável em mãos, comecei a postar os segmentos. uns minutos antes, porém, releio e enxerto ou estirpo elementos que atrapalham e/ou ajudam a coerência da história.

resumo da opera: é a primeira vez que escrevo prosa por prazer em muito tempo. o fenômeno mais parecido foi o roteiro de ‘nerds’, que escrevi durante a campus party 2009 pra participar da ‘contos da meia-noite’ do povo do 4mundo e que, pra variar, não foi impressa mas pode ser lida (eu acho) no site do grupo.

detalhe da página 5 de VIDAS, cortesia do santo homem, Leonardo Frey, que co-criou Lúcio comigo em ‘a continuidade do fogo’.

fazer o quê

Postado em bastidores 1, links!, prosa, rant, seqüenciais com as tags , , , , em 02/06/2010 por amoraes

por conta de minha idiotice galopante continuo me irritando fácil-fácil ao ler comentários de pessoas que escrevem quadrinhos a respeito de seu fazer.

a coisa gira em torno da ‘importância’ do roteirista pra produção de uma hq e concordo com várias idéias que meus pares ventilam.

minha dificuldade mesmo, o que me deixa (mais) vesgo de estresse é a comparação, não de todo injustificada, com qualquer produção audiovisual.

belê. tudo que você leu na vida foram quadrinhos de supas? é, os gringos hoje em dia, numa veia muito Stephen King nos anos áureos, já produzem suas histórias pensando nelas como roteiros e storyboards. bom pros caras.

mas tem toda uma outra galera que pensa em quadrinhos como a ‘coisa em si’, algo em outra linguagem, puramente visual, que acontece quando símbolos de diversas procedências são organizados numa página em branco.

a graça de escrever um roteiro, e isso é pessoal e intransferível, não é dizer pra mim mesmo ‘nooossa, como eu sou foda!’ (ironia da porra!), mas imaginar como o parceiro que vai traduzir aquele monte de palavras em imagens vai visualizar a bagaça.

às vezes só ver uma história que escrevi desenhada é pagamento suficiente.

enquanto não volto a mexer com roteiros, mais um segmento da história em prosa de Lúcio tá no Labirinto. vá lá ler e depois venha aqui me xingar.

Lucio is back!

Postado em links!, omphalos, prosa com as tags , , , , , em 02/05/2010 por amoraes

acabei de terminar ‘ao inferno pela companhia’, seqüela da primeira história em prosa de Lúcio, ‘escaldado no fogo do inferno’.

ele também apareceu em ‘heróis’, hq desenhada pelo santo homem Leonardo Frey (ainda não publicada) e fez uma ponta em ‘marreta’, co-escrita pelo Massula.

enfiei todo tipo de maluquice que me ocorreu enquanto escrevia e meio que fiquei contente com o resultado… apesar disso, daqui a exatos 5 minutos, vou me arrepender de cada palavra.

vai lá checar o primeiro segmento.

Fup!

Postado em leitura, omphalos, rant com as tags , , , , , em 02/01/2010 por amoraes

Acabei de virar a folha do calendário.

Deletei um parágrafo inteiro que você só pode imaginar e se iniciava com mais uma lamentação cíclica, besteira adolescente a que continuo incapaz de resistir.

Vou escamotear essa por hoje. Respeitar seu tempo. Não tem muita gente que passa por aqui pra ler o que escrevo, então o mínimo que posso fazer é tornar a estadia agradável.

Como?

Bom, pra começar, cê pode procurar na livraria mais próxima o livrinho (96 pgs.) ‘Fup’, (parece a onomatopéia do bater de asas, mas a explicação que vovô Jake – personagem impagável da novela – dá pro nome é bem melhor) de Jim Dodge e ler. Tem uma apresentação bacana do Marçal Aquino, um dos nossos poucos roteiristas de audiovisual que vale a pena e escritor de mão cheia.

Nunca tinha ouvido falar de ‘Fup’ ou de Jim Dodge. Tava cumprindo o ritual saturnino de assombrar a livraria e vi lá o livro da coleção ‘Sabor literário’ com a capa padronizada, a cereja de sempre etc. Peguei pra dar uma olhada, li o resumo mínimo (talvez caiba num twitt) mas o que me fez levar o negócio pro caixa foi a minibio do autor na primeira orelha. Num universo alternativo eu teria feito exatamente a mesma coisa que ele. Exceto pela hepatite. Acho.

O texto é simples e, do mesmo jeito que os vols. de Campos de Carvalho e Elias Canetti, merece estar numa coleção com esse título. É saboroso, quase uma fábula, e tem bastantes elementos que permitem todo tipo de leitura. Até profunda, se é isso que te dá tesão.

Vou procurar os outros dois livros do Jim e ver o que rola. Tipo de texto que me faz ter vontade de escrever.

dreamlog_01_2010

Postado em dreamlog, omphalos, prosa com as tags , , , , , em 01/31/2010 por amoraes

Não faço idéia do que aconteceu durante o dia pra merecer o mix delirante do inconsciente assentando memórias recentes no slot de longo prazo.

O cenário: um resort; a ocasião: comemoração de alguma vitória coletiva de funcionários duma empresa qualquer; as personagens: eu (além de vários desdobramentos de mim mesmo) e inumeráveis casais, de todo tipo, tudo muito democrático.

Flashes: o resort era amplo, área verde equivalente ao parque do Ibirapuera, com instalações pra lá de satisfatórias no quesito conforto. Passeando pelo parque, desconheço se sozinho ou acompanhado, uma das coisas que me chamou atenção foi ver uma mulher bonita, dentro dos padrões hollywoodianos de beleza, pagando boquete pra um sujeito mais velho (até do que eu) num banco, ao ar livre. Sensacional, imagino que sonhei pensar, o pessoal aqui é pra lá de liberal.

Press forward: retomando meus hábitos peripatéticos, desta vez sozinho, fui abordado pela boqueteira do parágrafo anterior que, encaixando sua mão sob meu braço no melhor estilo dama-conduzida-por-cavalheiro, pediu que a acompanhasse até o banheiro. Como não fazia idéia de que tipo de reação devia ter, lembro de sonhar ter perguntado, Isso tudo é de verdade, mesmo? Ao que ela respondeu, Nem eu sou de verdade. É tudo parte do show, pirotecnia. O que você está vendo é uma imagem projetada sobre o traje que estou usando. Não tenho essa aparência, nem autorização pra desligar a projeção quando vou ao banheiro, daí precisar te pedir pra me acompanhar. Não quero ser atacada por um tarado que pensa que vou pagar boquete pra quem nunca vi na minha vida.

Alertado por nossa aproximação do banheiro, um segurança muito parecido com um grande símio pediu que declarássemos nossas intenções. A mulher-falsamente-hollywoodiana sacou um handheld, digitou qualquer coisa na keyboard minúscula e mostrou ao gorila, que nos deixou entrar. Daí um corte abrupto, típico de sonhos, claro, algumas cenas vagas e diálogos que não fazem sentido, envolvendo um banheiro feminino em que eu não deveria estar, a mulher de um dos conhecidos que eu deveria reconhecer e que disse que era normal que eu elogiasse sua mulher porque sentia falta da minha (?), um seminário de vendas, ainda no resort, a céu aberto, a que não compareceram mais que sete pessoas sendo eu o sétimo e contribuí entusiasmado com a declaração inédita de que boquetes vendem.

A incoerência progrediu bastante a partir desse ponto. Entrei naquela fase de sono sem sonhos que deve funcionar como descompressão pro acordar, levantei, mastiguei alguma coisa, descansei e fui me exercitar.

Finito for now.

insomnia

Postado em bastidores 1, omphalos, rant com as tags , em 01/25/2010 por amoraes
acabei de deitar e acordar, um intervalo ínfimo entre uma coisa e outra, um mero conectivo, não mais duradouro que um “e”.
 
coisas da vida.
 
noutro dia escrevi num email que não dá pra ser “escritor” o tempo todo (assim como ninguém consegue pensar só de maneira abstrata, ter só idéias geniais e assim por diante), mas quando se está escrevendo o que quer que seja uma interrupção no fluxo pode ser fatal. com uma história pra contar, todo o resto fica pra escanteio e foi o que aconteceu aqui, nessa paragem virtual exótica pero no mucho.
 
tá mais pra topos virtual chinfrim, pra ser sincero.
 
ninguém vem aqui esperando ser surpreendido. nem eu. acho que sou tedioso demais pressa coisa de ’surpresa’, dig?
 
então.
 
a história (hipotética, claro, no momento tou naquele estado de alucinação hipnogógica que aprendi a amar e sequer tenho certeza de que meu corpo, mais especificamente, minhas falanges, estão respondendo a quaisquer comandos enviados pelo, também hipotético, cérebro) termina ocupando o dia inteiro.
 
quando ‘acordo’ (duvido que possa descrever meu estado de consciência atual assim) nem lembro do primeiro cigarro do dia. é mais como ‘ah, se acrescentar este elemento aqui, consigo tal efeito lá adiante’, enquanto preparo café, vou buscar o jornal (apesar de ainda ser analógico nisso, taí uma coisa que me incomoda… preciso desvincular meu desejo de ler do objeto físico), almoço, caminho sem quê nem pra quê, os insights vão se acumulando.
 
lendo COMO A GERAÇÃO SEXO-DROGAS-E-ROCK’N'ROLL SALVOU HOLLYWOOD (título nacional pra lá de descritivo do livro EASY RIDERS, RAGING BULLS, de Peter Biskind, altamente recomendado pelo Ellis na época em que foi lançado, final dos 90) descobri que o método de trabalho de Peter Bogdanovitch (A ÚLTIMA SESSÃO DE CINEMA) tinha essa bizarrice característica. um dos entrevistados comenta (tou citando de memória, mas tou sonado): ‘Bog montava seus filmes na cabeça, daí que os cortes eram mínimos’.
 
longe de querer me comparar com qualquer pessoa envolvida em atividade criativa de modo mesmo que marginalmente bem sucedido, mas acho que entendo um pouco isso.
 
pensando num jeito de convencer-me a voltar pra cama.

aprender?

Postado em bastidores 1, omphalos, prosa, rant, seqüenciais com as tags , , em 01/21/2010 por amoraes

não, obrigado.

a essa altura é praticamente impossível. então continuo escrevendo… a bola da vez é uma hq de 60 páginas que vou ajudar um desenhista a desenvolver em troca de ’serviços’.

me desejem sorte. geralmente esses trampos laterais têm efeitos colaterais indesejados e me frustram pra caralho.

vamos torcer juntos pra não ser o caso… dessa vez, pelo menos.

não seria mau ter uma hq maior publicada de jeito nenhum.

ah, é. terminei uma história curta em prosa que deve ser publicada analogicamente. quando tiver o ok do editor digo o nome da revista em que vai sair e dou mais detalhes.

Bissette!

Postado em links! com as tags , , em 01/17/2010 por amoraes

o homme desenhando quadrinhos novamente? catzo!

dá até pra voltar a ter esperança. um dos meus ilustradores preferidos esse sujeito, esse Steve R. Bissette.

linkado primeiro pelo Rick Johnston, claro.

her…tz

Postado em links!, omphalos, rant com as tags , , , , em 01/17/2010 por amoraes
depois da tempestade que começou 5ª a tarde e terminou em algum momento esquecido da 6ª (essas miudezas começam a entrar no domínio do Alemão, como diz a Rô), o dia tava comparativamente fresco em relação ao resto da semana (isso faz sentido?).
 
procedimentos de praxe de todos sábados tomados, rotina cumprida (exceto pela luta sanguinária mas necessária com o casal de idosos que ocupava uma mesa de canto), bebemos o que era líquido e falamos sobre o que fazer a seguir. ah, e fizemos observações típicas que borrachos apreciadores da estética feminina fazem, inda mais nesse clima. 26º é tudo de que elas precisam pra ficar mais bonitas…
 
com a cpu desocupada do estresse cotidiano do trampo secular, tive um par de idéias, divulguei, convidei pra co-autoria e assim por diante. tentando ser fiel aos princípios do bokononismo, disseminei fomas a respeito de tudo que penso saber ao meu karass imediato.
 
o pacote aberto revelou o catálogo da exposição PÁGINA POR PÁGINA, do 4mundo no último Salão-de-você-sabe-o-quê em Piracicaba, Garagem Hermética #5 (mais uma aventura de Arthur, o robô), Sideralman #3, Quadrinhópole #8 e o info do 4mundo mais recente, versão analógica, cortesia do sr. Edu Mendes, gentleman dos quadrinhos indie.
 
depois da desintoxicação a base de chá verde e arroz integral vou tentar juntar umas idéias e comentar esse material por aqui. quando eu acordar e os insetos gigantes imaginários tiverem ido embora.
 
ah, o cansaço depois de um dia sem obrigações compulsórias, só lazer, é o melhor tipo. peraí… talvez o melhor tipo de cansaço seja o de depois de ter consciência da realização de algo tangível… xa’pra’lá.
 
sintonize por aqui de quando em vez, pois  a transmissão em microhertz deve continuar etc e tal quando der na telha.