Arquivo do mês: abril 2008

22/9/03 – a blast from the past

como funcionava minha cabeça nessa data:

‘o truque pra sobreviver ao inesperado é manter o ar de normalidade e não parecer surpreendido. ocultar a culpa só se torna difícil se a pessoa sente-se culpada. aparência versus essência é o que há nos dias de hoje.

‘o 11° mandamento: não sejais apanhado.’

narradores

Fitzgerald tem uma pegada sem igual na narrativa de seu tempo, sua vida… é como ler história de um viés subjetivo, mas me pergunto se é possível fazê-lo de outra forma, ainda mais se considerarmos que a dita cuja é escrita pelos vitoriosos, os mais aptos, enfim…

essa coisa do historiador imparcial é quase impossível. talvez se houvesse uma vertente evolucionista da história (e pode haver, não me engano) estivéssemos olhando na direção certa.

pensando nas implicações da narrativa, qualquer narrativa.

a verdadeira sacada de Machado de Assis talvez tenha sido esta: escolher um morto, Brás Cubas, como biógrafo de si mesmo. tivesse optado por outra perspectiva, teríamos uma narrativa mais comportada e comprometida com a realidade.

do jeito que fez, com ‘narrador bêbado’ e tudo mais, quem ganha é o leitor.

0008

dia agitado não é suficiente pra descrever tudo que fiz hoje.

xá pra lá.

digitei mais um capítulo de CIDADE, como tinha prometido.

mais o 1º ato de JOÃO & MARIA, roteiro de hq que escrevi em 2003.

dedos cansados, unhas cumpridas e assim por diante.

a surpresa do fds fica por conta das edições #1 e #2 de CAFÉ ESPACIAL que recebi.

mais quando houver mais.

this is the life!

mañana: três horas de trabalho e o resto do dia (e do fds) livre!

tive alguns insights peculiares durante os momentos de tédio estressante de quarta e quinta.

um deles acabou de resultar em mais um roteirinho. outro está se tornando um conto com pretensões literárias. quero voltar a investir em prosa, o que significa que nos próximos dias devo atacar a digitação de mais segmentos de CIDADE.

leitura recomendada do momento: BORGES/SÁBATO, DIÁLOGOS. altamente informativo.

Doppelganger

como sempre faço, retornei a um personagem de uma história em prosa curta na mais nova empreitada seqüencial que fiz, NADA A PERDER.

Oto, no conto em que aparece pela primeira vez e cujo título dá título a este post (redundância! mas quem me culparia enquanto digito a aproximadas 4 horas de voltar ao batente?), era, literalmente, uma pessoa diferente da hq, melhor, do roteiro de hq.

se você ficou curioso, por favor, clique abaixo:

http://labirinto.blogsome.com/doppelganger/

leia o conto (posso adiantar que a prosa não era muito melhor do que é hoje em dia, apesar de, desde então, eu ter aprendido um ou outro truque) e, se possível, comente.

tremor

sim, um título, pra variar.

ainda comigo?

este ano fui diagnosticado como um feliz portador da síndrome de Menière. alguns dos sintomas são surdez parcial, crises de vertigem, náuseas e, o meu companheiro desde 1998 (feliz 10º aniversário!), sr. zumbido.

ainda aí? ainda não fugiu com medo de este ser mais um daqueles momentos de revelação íntima?

pois bem.

alie a informação acima ao fato de que estava assistindo ao 1º episódio de ELI STONE às 21hs e você vai entender porque nas 3 seguintes achei que estava sofrendo algum tipo de crise, talvez, de todos os sintomas conjugados.

senti o chão sob o sofá tremer.

há pouco soube que, de fato, um terremoto com epicentro no mar aconteceu.

por um lado fico aliviado: minha percepção da realidade não está tão avariada quanto imagino.

por outro… melhor parar por aqui enquanto não estou apocalíptico demais.

2035

estudo, observação, silêncio.

é assim que se compõem histórias.

examinar cenas sem idealizá-las, só mostrando o observável, abstendo-se de qualquer diagnóstico das atitudes dos personagens…

deve ser um começo, se não um desafio.

pensar uma história que tenha como pano de fundo a evolução, por exemplo, me atrai mais que alguma ou qualquer teoria esotérica.

a capacidade de capturar meus sentidos e orientá-los para um assunto é o que me interessa nos novos temas possíveis.