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O’Neil – that’s the Question – 5º round

A DC deu a THE QUESTION seu próprio título em 1987, que foi escrito por Dennis O’Neil e desenhado por Denys Cowan. A série foi publicada por trinta e seis edições, duas anuais, e cinco especiais trimestrais. Em THE QUESTION # 1, o personagem-título do gibi, Vic Sage, era um combatente do crime mascarado com base em Hub City, que entrou em conflito com Lady Shiva. Após derrotá-lo, Shiva entregou-o aos capangas contratados pelo vilão, e ele foi deixado à beira da morte depois de ser brutalmente espancado, levar um tiro na cabeça com um revólver de chumbinho e ser jogado no rio para se afogar.
Foi resgatado por Shiva que enviou-o a Richard Dragon (cujo título fora cancelado) para que o treinasse. A teimosia de Sage tornava-o quase impossível de treinar para a maioria das pessoas. No entanto, quando conheceu Dragon encontrou-se relutante em desafiar seu novo sensei, porque este apareceu-lhe numa cadeira de rodas. Richard ensinou ao Question tanto as artes marciais quanto a filosofia oriental, obrigando-o a questionar sua visão de mundo e deixar de lado muito de sua ira. Destaque-se a citação vaga ao sonho da borboleta de Zhuangzi. Mais tarde, Richard iria começar referindo-se ao seu aluno como “Butterfly” por causa disto. Richard disse que Shiva tinha poupado Sage porque viu nele uma paixão para o combate em si, enquanto Richard, por outro lado, pensava que a paixão de Sage era a curiosidade. Não obstante, Richard percebeu que para Sage ter um despertar espiritual ele teria que primeiro deixar de lado o comportamento auto-destrutivo que Hub City despertava em si. Assim, Richard mandou Sage de volta para casa. Quando saiu, Sage encontrou Shiva novamente e os dois brigaram brevemente. Ela explicou que esta luta foi para ela testar sua própria percepção. Shiva pensou que tinha visto uma paixão de “guerreiro” nele, mas que lhe faltavam habilidades e sentiu que tinha provado estar correta, já que Vic a enfrentou uma segunda vez, sabendo que ela o tinha destruído no primeiro combate. Shiva concluiu que ela estava certa sobre ele e Richard errado, mas Sage propôs que talvez ele estivesse curioso sobre o que aconteceria se lutassem novamente, o que provaria que Richard estava certo. Sage adotou a identidade do Question mais uma vez, inutilmente tentando salvar sua cidade.
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O’Neil – enter the Dragon – 4º round

Richard Dragon foi originalmente criado por Dennis O’Neil e Jim Berry co-autores em Dragon’s Fists (1974) sob o pseudônimo compartilhado “Jim Dennis.” O’Neil adaptaria mais tarde o personagem para a DC Comics em abril / maio de 1975 na estréia de Richard Dragon, Kung Fu Fighter. Dragon era um jovem ladrão que, após ter recebido treinamento em artes marciais, decidiu usar suas habilidades para o bem. Junto com o Tigre de Bronze e Lady Shiva, ele é considerado um dos três maiores artistas marciais do Universo DC.


Como um ladrão furtivo adolescente no Japão, o jovem Richard Dragon invadiu um dojo chinês fora de Quioto para roubar um precioso Buda de Jade. Antes que ele pudesse fugir, foi capturado e espancado pelo melhor aluno do dojo, Ben Turner. O-Sensei, o mestre do dojo, viu algo que valia à pena cultivar em Richard e pelos próximos sete anos treinou-o e a Ben, lado a lado, até dominarem as artes marciais. Richard veio a encontrar paz interior, usando sua habilidade marcial só quando absolutamente necessário. Ao perceber que não havia mais a ensinar-lhes, O-Sensei deixou-os. Turner e Dragon foram recrutados por Barney Ling, chefe da agência de manutenção da ordem e espionagem conhecida como G.O.O.D. (Global Organization of Organized Defense). Juntos, eles derrotaram o corrupto empresário Guano Cravat e frustraram seus planos de instigar uma guerra em benefício próprio. Ben e Richard fundaram um dojo de artes marciais em Manhattan e Dragon continuaria a lutar contra ameaças internacionais, tais como Telegram Sam, the Preying Mantis, a Liga dos Assassinos e seu ex-superior, Barney Ling.

Sedento por vingança, Cravat asseguraria o assassinato de Carolyn Wu-San, uma das netas de O-Sensei. Ajudado por Barney Ling, Cravat enganou a irmã de Carolyn, Sandra Wu-San, fazendo-a acreditar que Dragon era o assassino. Consumida pela necessidade de vingar-se, Sandra treinaria até o pico da capacidade humana, dominando as artes marciais para derrotar Dragon. Quando os dois finalmente se encontraram em batalha, no entanto, Dragon foi capaz de provar a Sandra que Cravat a tinha enganado. Sem a morte de Dragon como objetivo, Sandra já não tinha necessidade de sua mestria em artes marciais. Percebendo que ela precisava de orientação, Dragon ajudou-a a explorar o lado espiritual das artes marciais. Finalmente decidindo que já não era mais Sandra, rebatizou-se “Shiva”. Ela lutou ao lado de Dragon e Ben Turner contra o crime até que os três se separaram. Turner, sofreu lavagem cerebral pelo Sensei, vilão da Liga dos Assassinos, e tornou-se o renegado Tigre de Bronze. Dragon decidiu aposentar-se, dedicando-se a ensinar aos outros. Shiva tornou-se uma das maiores assassinas do mundo.

O’Neil – 3º round

                 

DC Comics
 
Em 1968, foi oferecida uma posição editorial a Dick Giordano na DC Comics e ele levou vários freelancers da Charlton consigo, incluindo O’Neil. Os talentos da Charlton chegaram a DC com uma cultura diferente de quadrinhos. Na DC, o escritório parecia um instantâneo tirado em 1950, com uma multidão de homens de cabelo curto, camisa branca e gravata. Os caras usando jeans, e na moda hippie eram visivelmente de uma geração diferente.
 
Em seus primeiros trabalhos para a DC, O’Neil usou duas estratégias para reforçar as vendas. A ênfase na criação de novos personagens e escrever várias edições de títulos existentes, como Beware the Creeper, série estrelada por um novo herói, The Creeper, criado pelo artista Steve Ditko. Daí, O’Neil passou a escrever Mulher Maravilha e Liga da Justiça da América. Com o artista Mike Sekowsky, ele tirou os poderes da Mulher Maravilha, exilou-a da comunidade das Amazonas, e soltou-a no mundo, sem uniforme, metida em intrigas internacionais com seu mentor cego, o dubiamente chamado I Ching. Essas mudanças não agradaram aos fãs mais velhos da Mulher Maravilha, como Gloria Steinem, e posteriormente ele considerou que remover os poderes da única personagem feminina da DC pode ter alienado os leitores. Na Liga da Justiça ele teve mais sucesso, introduzindo no título as primeiras histórias com temas sociais e politicos, preparando o cenário para seu trabalho posterior em Green Lantern / Green Arrow.

Seguindo o curso definido por Bob Haney e Neal Adams em THE BRAVE AND THE BOLD na história que redefiniu visualmente o Green Arrow para a versão que apareceu nos quadrinhos entre 1969 e 1986, O’Neil o despojou de sua riqueza e status de playboy, tornando-o um herói urbano. Esta redefinição culminaria na personagem que apareceu em Green Lantern / Green Arrow (com muitas histórias também desenhadas por Adams), um personagem com consciência social, de esquerda e que roubou o gibi de Green Lantern e usou-o como contraste e caixa de ressonância para os conceitos políticos que definiram esse trabalho. O’Neil passou a escrever o Green Lantern ao balanço da década de 1970, deixando o título em 1980 para voltar a Marvel Comics.

Os títulos de Batman  que O’Neil escreveu nos 70 são, talvez, seu trabalho mais conhecido, voltando às raízes mais sombrias do personagem depois de um período dominado pelo programa de TV camp dos anos 1960, enfatizando as habilidades de Batman como detetive e introduzindo novos vilões, como sua criação, Ra’s al Ghul. Durante este período, O’Neil frequentemente uniu-se ao seu colaborador regular Adams (com Giordano fazendo a arte-final) em uma série de edições memorável tanto de Batman quanto de Detective Comics.

O’Neil – 2º round

Início
 
O’Neil nasceu em uma família católica de St. Louis. Ele ainda lembra de sua juventude e o ritual da tarde de domingo, quando acompanhava o pai ou o avô até a loja para comprar alguns alimentos leves e um gibi ocasional.

O’Neil se formou na St. Louis University na virada dos anos sessenta, com graduação centrada em literatura inglesa, escrita criativa, e filosofia. De lá, ele ingressou na Marinha dos E.U.A. bem a tempo de participar do bloqueio de Cuba durante a crise dos mísseis.

Depois de sair da Marinha, O’Neil mudou-se para trabalhar em um jornal em Cape Girardeau, Missouri. Ele escreveu colunas ocasionais sobre quadrinhos para o jornal, o que atraiu a atenção de Roy Thomas, que acabaria por se tornar um dos grandes nomes da história do meio.

Escrevendo
Marvel Comics

Roy Thomas logo conseguiu trabalho com a DC nos títulos de Superman, mas o abandonou pouco tempo depois para trabalhar com Stan Lee na Marvel Comics. Ele sugeriu que O’Neil fizesse o teste para escritor da Marvel, que envolveu a adição de diálogo a um segmento de quatro páginas de uma hq do Quarteto Fantástico.  O teste de O’Neil impressionou Lee o suficiente para oferecer-lhe um emprego.

Quando a expansão da Marvel tornou impossível para Lee continuar a escrever toda a linha de gibis da companhia, ele passou tanto trabalho para Roy Thomas quanto podia, mas ainda precisava de escritores, de modo que O’Neil assumiu as histórias de Doctor Strange em Strange Tales por um curto período, escrevendo seis hqs. Ele também escreveu diálogo para títulos como Rawhide Kid e Millie the model, bem como o roteiro de uma edição de Daredevil em cima duma trama  elaborada por Lee quando este entrou em férias.

 
Charlton Comics

Os serviços como escritor para a Marvel rarearam rapidamente e O’Neil conseguiu um emprego na Charlton Comics, onde trabalhou sob o pseudônimo de Sergius O’Shaugnessy. Lá conseguiu trabalho regular por um ano e meio do editor Dick Giordano.

O’Neil – 1º round

 
Noutro dia, fiquei enchendo o saco do Hector, editor do Goma de Mascar, que tava só fazendo o que seu site se propõe e atualizando o público leitor com informações sobre a morte de Dick Giordano, e eu, reclamando feito uma menininha, disse pro cara que tinha que fazer uma matéria sobre esses velhos enquanto eles tão vivos, não esperar que morram etc. e tal.
 
Até falei desse sujeito que, entre outras coisas, escreveu uma das primeiras hqs que li (RICHARD DRAGON, KUNG FU FIGHTER) e ganhou definitivamente meu apreço ao escrever a série THE QUESTION durante os 80.
 
Então o que tou me propondo a fazer é catar várias informaçoes disponíveis na rede (e outras não) pra tentar juntar tudo num texto meio disparatado, mas com alguma coerência… mesmo que a memória afetiva interfira mais que o planejado inicialmente.
 
1º round:
 
Dennis “Denny” J. O’Neil (nascido em 3 de maio de 1939, em St. Louis, Missouri) é um escritor norte-americano de quadrinhos e editor, principalmente para a Marvel e DC Comics nos anos 1970, 1980 e 1990 e Editor de Grupo para os títulos de Batman até sua aposentadoria.
 
Seus trabalhos mais conhecidos incluem Lanterna Verde / Arqueiro Verde e Batman com Neal Adams, O Sombra com Mike Kaluta, O Questão com Denys Cowan, que foram saudados por suas histórias sofisticadas que expandiram o potencial artístico da parcela mainstream da mídia . Como editor, ele é conhecido principalmente pelo trabalho em vários títulos  do Batman. Hoje, O’Neil faz parte do conselho de administração da instituição de caridade The Hero Initiative.

Asterios

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tava falando c’uma ex noutro dia. redundamos na memória. pra minha tristeza lembro de acontecimentos e pessoas em excesso.

nada bom. esse é o downside.

aquele lance de ‘copo meio cheio’ e tal…?

pra compensar tem memórias positivas. a primeira vez que prestei atenção no Mazzuchelli, por exemplo, foi num gibi do DD… a arte era diferente do ‘padrão Marvel’ então vigente mas ainda não tinha alcançado maturidade. a trama, se não me engano do Dennis O’Neil, um dos roteiristas mainstream que já ousavam (outro era Archie Goodwin), ocorria em dois tempos narrativos diferentes: no velho oeste e nowadays.

não muito depois disso Miller voltou ao título e Dave continuou na arte, uma das melhores hqs com supas até hoje. o cara evoluía a olhos nus edição após edição. daí, Batman Ano Um e outro salto de qualidade.

Dave sumiu do mainstream.

descobri via Garcia que ele fazia agora uma revista (maior que uma mag) indie chamada RUBBER BLANKET. mais progresso na arte.

então a adaptação com o Karasik de CITY OF GLASS, do Auster. a história em si já era perfeita em prosa e pensei que seria impossível adaptá-la, dada a ênfase no verbal (muito, muito importante pro ‘desenrolar dos acontecimentos’, se é que algo ‘acontece’ mesmo em ficção, inda mais na metaficção do Auster). os caras, como se dizia na minha época, ‘tiraram de letra’.

não lembro de ver mais nenhuma peça do Dave desde LITTLE LIT.

até agora.