Arquivo do mês: maio 2014

escrever

bom. decidi ventilar um pouco, quem sabe, racionalizar um problema que aparenta ser sem solução.

tento resistir mas não consigo deixar de escrever por muito tempo. a ausência dessa ação específica me faz fisicamente mal. tudo bem. o problema, de verdade, não é deixar de escrever, mas deixar de escrever na linguagem que mais aprecio ou, talvez, na que me sinto mais confortável. roteiros de histórias em quadrinhos sempre foram o formato almejado desde que me sonhei escritor.

problema de escrever roteiros de histórias em quadrinhos, no meu caso, é que não desenho e, por não desenhar, sempre vou ter só parte do produto que pretendi confeccionar, uma combinação ou contração de elementos icônicos e verbais.

talvez eu tenha deixado de lado toda minha pretensão de escrever “colunas”, imitando um ou outro fulano que ganha a vida com isso, porque não penso ter qualquer coisa a dizer que valha à pena ser dita.

mesmo.

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água

típico isso me acontecer num feriado.

desde os primeiros minutos do dia a coriza atacou de tal maneira que mal conseguia desempenhar as rotinas mais banais e, por que não dizer?, rotineiras do dia sem borrifar tudo com saliva e muco.

não muito romântico, tampouco algo esteticamente apreciável, mas melhor do que falar da “outra coisa”.

apesar de as temperaturas (porque num dia nunca temos só uma estação, né mesmo?) estarem tantinho mais amenas, a secura do ar hoje tava matadora.

nem vou entrar no mérito da questão da estiagem mas aquilo que chamamos de “humanidade” precisa de uma mudança de paradigma urgentemente. apesar de toda propaganda alertando sobre os abusos do consumo de água, não passo um dia sem ver algum filho da puta lavando uma merda qualquer com um daqueles Waps malditos.

a tecnologia nos impede de usar os músculos que acionavam a vassoura acompanhada por um balde dágua e sabão, detergente ou o produto de limpeza de sua escolha mas, mais importante, o músculo que nos deu a opção de escolha. que permitiu que tivéssemos todas essas ferramentas de conforto dos dias modernos, a tal “ferramenta evolutiva” sem a qual não seríamos considerados “racionais” (aspas porque… precisa explicar?).

quanta merda!