Arquivo da tag: sonho

dreamlog 06/4/11

este foi tão absurdamente detalhado que dá até medo.

estava numa das 7 salas em que costumo trabalhar (quando acordado, se liga) e umas pessoas estranhas apareceram. não ‘estranhas’ ‘esquisitas’; ‘estranhas’ ‘desconhecidas’.

não por muito tempo.

apresentaram-se.

lembro perfeitamente de uma mulher mais velha, cabelo de vovó, azulado e coisa e tal (ou cinzento, já que dizem que sonhamos em preto e branco… falta prova visual quanto a isso) e outra pessoa de sexo indefinido.

eram de uma dessas muitas sociedades ambientais, ong ou o que fosse.

a finalidade da visita era ‘sortear’ o privilégio de plantar uma árvore no dia do meio ambiente… adivinha quem foi o felizardo?

por algum motivo (ignoro a data, aliás, sou péssimo com datas, inclusive de feriados, quanto mais de…) eu sabia que seria no sábado próximo e tentei argumentar que não trabalhava nesse dia mas disseram que não tinha jeito. ‘o sr. já foi sorteado’.

catzo, aquilo não parecia ter a ver com ‘sorte’ em qualquer sentido.

‘moro em tal lugar, vou ter que vir até o fim do caminho pra plantar uma árvore?’

responderam que não, iria só até o meio do caminho, um bairro entre a cidade onde moro e a em que trabalho.

um engraçadinho disse rindo que, no entanto, a árvore seria plantada no fim do caminho da rua principal.

e acordei.

Anúncios

Dreamlog_Girino

Entre sexta e sábado a visão me atingiu.

Talvez por ter ido dormir mais sábado do que sexta, às 02h00.

No sonho reencontrava um colega do ginásio, o nerd definitivo, Rogério, ou Girino, como a molecada o nomeou.

Eu perambulava por uma vizinhança familiar. Casas e quintais, quintais de verdade, com muito espaço, vegetação rasteira e uma ou outra árvore.

Entrei num desses. O muro era de pedra, a pedra estava úmida e escurecida por limo.

Sabia que Rogério morava ali, apesar de não fazer idéia de como sabia.

Aliás, a quantidade de informação adquirida durante a onironarrativa que não foi verbalizada ou lida é impressionante.

Quando ele abriu a porta da casa e me atendeu eu já sabia que seu pai tinha casado de novo e com uma mulher mais jovem. Rogério disse, sem olhar pra mim, que o sistema imunológico dela era inexistente e que tanto ela quanto seu meio-irmão corriam risco de vida só por eu estar ali, parado na porta. “Os Germes”. Enfim, me impressionou mais ainda o fato de ele estar com os cabelos completamente brancos e, ainda assim, manter-se jovem em todo o resto.

Discuti o sonho com uma amiga enquanto almoçávamos no italiano.

“Por que isso e aquilo?”

-Por que ele não me deixou entrar?

Essa é uma amiga perfeitamente razoável. Ela disse:

-É o passado. Sua frustração, seu questionamento, é por você não poder revivê-lo no sonho. Seu passado não quer você de volta. A nostalgia não está no cardápio.

Fez sentido pra mim.

rêve

confesso: é estranho.

nada que eu possa fazer a respeito, no entanto.

tenho este sonho. chame de delírio, se quiser, pouco importa. o que mais me intriga em relação a essa fantasia particular é que se trata de algo que, com alguma organização e disciplina, poderia ser realizado sem grande dificuldade.

mas

ninguém o faz. sei lá por qual razão. talvez seja falta de know-how. talvez não haja pessoa atenta o bastante pra ver e aprender com os materiais estrangeiros que, mais baratos de licenciar e imprimir, circulam em nosso ‘mercado’ (brrr! arrepios sequenciais com essa palavrinha).

pra mim deixou de ser importante que as hqbs sejam só narrativamente superiores. importante também é que haja valores mais altos de produção, que as benditas histórias sejam, além de boas, belamente apresentadas.

pouco importa, neste preciso momento, se autor A é melhor ou pior que autor B. importa, sim, que haja uma revisão de texto decente, um bom diagramador que não foda com o material ao montar um texto com imagens, que o produto não seja mais uma porra de fanzine feito amadoristicamente.

seria bom, até, se o produto fosse ‘amador’ no sentido original da palavra, feita por quem ama a porra da linguagem ou o suporte em que ela é veiculada.

chega de procurar o Santo Graal de ‘que tipo de hq faria sucesso no Brasil?’

boas histórias sobram. falta quem faça um pacote atraente pro público leitor (cada vez mais exigente e/ou rarefeito) e o entregue regularmente.

sem regularidade de publicação… ah, de que adianta? é só um sonho, um delírio babaca.