Arquivo do mês: junho 2011

quebra-quebra

GRANDE DEMAIS PARA QUEBRAR é o filme mais recente de Curtis Hanson (L.A. CONFIDENTIAL, uma das melhores adaptações cinematográficas de livro, I.M.O.) a que assisti e conta os bastidores da crise econômica norte-americana (que avacalhou todo o mercado financeiro – aldeia global, aldeia global) de 2008 cujas ondas de choque podem ser sentidas até hoje.

boas atuações de diversos atores não-tão-proeminentes na indústria contemporânea, roteiro que consegue manter o interesse do espectador apesar de tratar-se de assunto árido ou que permita o exercício do escapismo tão essencial hoje em dia e, óbvio, condução de Hanson, sempre competente, profissional e, às vezes, brilhante.

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pior melhor

este, se não foi o pior, tá entre os 10 mais, melhor, os 5 mais.

tem que explicar, né?

fins de semana prolongados geralmente não me fazem muito bem. deve ser algum tipo de injustiça que o Cosmo – não o Cosme – acha que precisa corrigir: “Porra, o Moraes tá de folga? Vamo foder com o cara!”

tem sido assim já há um tempo.

um dos piores – talvez o verdadeiro pior – foi quando tive dengue no início do milênio. muito acima do peso, respirando mal, aquilo foi um chamado pra cuidar um pouco mais da saúde. funcionou em certa medida mas não completamente.

depois de passar 5ª e 6ª estatelado, febril e com dor nas juntas – e ter meus planos de adiantar um bocado de trabalho frustrados – percebi o quanto sou suscetível às mudanças climáticas e às viroses que se aproveitam de qualquer distração do sistema imunológico pra dar um crau.

toda essa merda de disciplina só serviu pra amenizar a porrada e, ao invés de ficar mais de uma semana de molho, foram só dois dias de convalescença.

claro que isso tudo pode não passar de um subterfúgio pra enganar a mim mesmo tentando convencer-me de que não me autosaboto, de que o estresse deste semestre finalmente ficou maior do que minha pobre psique pode aguentar e o corpo pediu arrego.

pode ser qualquer coisa.

vodu.

coincidência cósmica (ó o Cosmo aí).

inimigos futuristas viajando no tempo a fim de me infectar e manter-me em casa para que não pudesse, sei lá, fazer alguma coisa que nunca saberei se faria se tivesse a oportunidade, mas que os temponautas não quiseram que fizesse só, cê sabe, por via das dúvidas.

a febre deve ter fritado um par de milhões de sinapses.

o pior é pro melhor.

saúde.