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holliday in hell

já faz uma carinha que tenho vontade de escrever uma história, bom, diferente. fugir um pouco da zona de conforto.

hoje, num desses canais cujo nome não vou lembrar, tavam reprisando WYATT EARP (a história do last showdown em Tombstone, puta nome pruma cidade no old, weird west). vi esse filme originalmente em vhs, há trocentos anos e, não, não é meu filme preferido, mas traz uma das personagens mais intrigantes desse cenário histórico, interpretada (no que penso ser a atuação de sua vida) por Dennis Quaid. lá está o sr. Quaid, magro, com uma aparência cadavérica, provavelmente se aproveitando dos efeitos colaterais do consumo abusivo de substâncias ilícitas pra compor Doc Holliday, o pistoleiro tuberculoso de muitas lendas, algumas, até, sugeridas pelo próprio. é, o dr. John Henry não era de brincadeira.

mas meu fascínio com a noção do pistoleiro doente vem de mais cedo. a personagem de Clint Eastwood, em OS IMPERDOÁVEIS, depois de ser espancado pelo xerife da cidade, passa por um estado febril lamentável, enquanto se recupera nas mãos da prostituta mutilada que foi contratado pra vingar. numa experiência quase xamânica, vê o anjo da morte e ele ‘tem olhos de serpente’.

acrescente ao mix o excelente conto de Giovani Papini ‘a última visita do cavaleiro enfermo’ e volto, pelo menos um pouquinho, à minha zona de conforto.

não é muita coincidência, claro, que eu esteja (re)lendo a primeira edição SHOWCASE de Jonah Hex. tampouco que meu gibi preferido do momento seja SCALPED ou que toda literatura que consumi recentemente remeta à DIVINA COMÉDIA.

é uma história que QUERO escrever.

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onfalocentrismo

 

Uma semana cool começa assim, um dia por vez.

 

A aproximação dos quarenta é assustadora mas ainda tou vivo. Encontrei a Rô, fornecedora de abraços e atenção e livros. Vi meus irmãos velhos de guerra Léo A. e Zé Renato.

 

Pacotes com os dois primeiros volumes de SCALPED chegaram acompanhados pelos dois p.vs. de FICÇÃO DE POLPA. Depois de mais de dez anos que li os zines DEZ PÃEZINHOS pude ver no que aquele moleque que imitava Mignola resultou em UMBRELLA ACADEMY.

 

Ah, cara, bons tempos da Invasores, única loja de quadrinhos em Santos que merecia o nome. 95, 96? Lembro de levar minha filha com poucos meses de idade até lá.

 

O Jean terminou a arte de DESVIO #32 (link aí embaixo) e mandou muito bem, além de quaisquer expectativas que meus roteiros toscos possam gerar.

 

Passei uma semana de leseira geral, acordando sempre meio-dia, pouco antes ou pouco depois… vi os desfiles da SPFW, gostei de um punhado de visuais, a maioria eram sobreposições, fiquei com ânsia por causa dos comentários dos ‘entendidos’ (é, cê sabe), mas tudo bem. Posso usar a desculpa de que é prum projeto (e é, pruma HQ que vou tentar desbaratar durante a próxima semana) ou outro (coisa de escola).

 

Consegui juntar várias idéias isoladas num roteiro novo de 5 páginas, meio que de encomenda pruma outra antologia aí de que não posso falar. Publiquei mais um segmento de CIDADE e divisei os próximos…

 

Terminei de ler FÔLEGO, de Tim Winton, que merece mesmo todos os elogios da contracapa.

 

Quando acordar, depois de cumprir as rotinas de fds de sempre e terminar O PLANETA SIMBIÓTICO, da dra. Margulis, vou sair e repetir…

 

Carpe diem!