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Granted!

tio Steve fez de novo.

na coluna desta semana o bom velhinho vai f-u-n-d-o  nas possiblidades quase nunca exploradas da graphic novel.

pra ler até o fim e considerar seriamente as informações do mais-que-habilitado crítico e o que seu uso implicaria.

chaykin

em ‘maps & legends’ Chabon escreveu um ensaio bacana sobre o homme.

nas duas últimas semanas foi a vez de tio Steve: aqui e aqui. no primeiro link um pouco da pré-história do quadrinista (inclusive tratando da adaptação de ‘stars my destination’); no segundo, Grant avalia a contribuição de Howie ao mainstream e fala, com tanta profundidade quanto possível num artigo deste tamanho, de ‘american flagg!’ e sua produção posterior.

Chaykin é um daqueles heróis não cantados do meio. outros artigos sobre seu trampo seriam mais que bem-vindos.

provocação

como era de se esperar, minha tradução é meia-boca, mas acho que pega o espírito da coisa sem maiores problemas. claro que se cê quiser se inteirar do contexto maior em que isso é dito precisa clicar no link aí embaixo e ler a evolução do argumento do Steve, muito bem elaborado, e que surgiu da discussão entre ele e um camarada escritor sobre se a ficção de gênero (policial, terror, fc) difere muito da ficção literária.

“Quão longe a qualidade literária dos quadrinhos vai? Esta é uma questão espinhosa, mas não há limitações reais, além de como artistas e editores poderiam ser cooperativos e quanto trabalho escritores de quadrinhos estão dispostos ter para isto, já que a graphic novel ironicamente tem crescido para se tornar seu próprio ‘gênero’, do jeito que as livrarias a entendem. A forma oferece enormes possibilidades inexploradas – ao contrário do romance, as imagens podem carregar o peso básico da narrativa e o fariam se formar artistas narradores fosse considerado uma prioridade (embora muitos deles sejam interessados o bastante  para aprendê-la por si mesmos, quer conscientemente ou por osmose), mas a maioria dos escritores de quadrinhos têm estado mais que felizes em restringir-se a escrever diálogos simples. O alívio que deixar de carregar a narrativa seria abriria a possibilidade de  narrativas mais  ricas, mais complexas -, mas isso põe sobre os escritores de quadrinhos o peso de repensar e reaprender o seu ofício e, também, de romper o aperto que chamamos de passado.”

                             Steven Grant, Permanent Damage, 12/8/09