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O’Neil – 3º round

                 

DC Comics
 
Em 1968, foi oferecida uma posição editorial a Dick Giordano na DC Comics e ele levou vários freelancers da Charlton consigo, incluindo O’Neil. Os talentos da Charlton chegaram a DC com uma cultura diferente de quadrinhos. Na DC, o escritório parecia um instantâneo tirado em 1950, com uma multidão de homens de cabelo curto, camisa branca e gravata. Os caras usando jeans, e na moda hippie eram visivelmente de uma geração diferente.
 
Em seus primeiros trabalhos para a DC, O’Neil usou duas estratégias para reforçar as vendas. A ênfase na criação de novos personagens e escrever várias edições de títulos existentes, como Beware the Creeper, série estrelada por um novo herói, The Creeper, criado pelo artista Steve Ditko. Daí, O’Neil passou a escrever Mulher Maravilha e Liga da Justiça da América. Com o artista Mike Sekowsky, ele tirou os poderes da Mulher Maravilha, exilou-a da comunidade das Amazonas, e soltou-a no mundo, sem uniforme, metida em intrigas internacionais com seu mentor cego, o dubiamente chamado I Ching. Essas mudanças não agradaram aos fãs mais velhos da Mulher Maravilha, como Gloria Steinem, e posteriormente ele considerou que remover os poderes da única personagem feminina da DC pode ter alienado os leitores. Na Liga da Justiça ele teve mais sucesso, introduzindo no título as primeiras histórias com temas sociais e politicos, preparando o cenário para seu trabalho posterior em Green Lantern / Green Arrow.

Seguindo o curso definido por Bob Haney e Neal Adams em THE BRAVE AND THE BOLD na história que redefiniu visualmente o Green Arrow para a versão que apareceu nos quadrinhos entre 1969 e 1986, O’Neil o despojou de sua riqueza e status de playboy, tornando-o um herói urbano. Esta redefinição culminaria na personagem que apareceu em Green Lantern / Green Arrow (com muitas histórias também desenhadas por Adams), um personagem com consciência social, de esquerda e que roubou o gibi de Green Lantern e usou-o como contraste e caixa de ressonância para os conceitos políticos que definiram esse trabalho. O’Neil passou a escrever o Green Lantern ao balanço da década de 1970, deixando o título em 1980 para voltar a Marvel Comics.

Os títulos de Batman  que O’Neil escreveu nos 70 são, talvez, seu trabalho mais conhecido, voltando às raízes mais sombrias do personagem depois de um período dominado pelo programa de TV camp dos anos 1960, enfatizando as habilidades de Batman como detetive e introduzindo novos vilões, como sua criação, Ra’s al Ghul. Durante este período, O’Neil frequentemente uniu-se ao seu colaborador regular Adams (com Giordano fazendo a arte-final) em uma série de edições memorável tanto de Batman quanto de Detective Comics.

O’Neil – 1º round

 
Noutro dia, fiquei enchendo o saco do Hector, editor do Goma de Mascar, que tava só fazendo o que seu site se propõe e atualizando o público leitor com informações sobre a morte de Dick Giordano, e eu, reclamando feito uma menininha, disse pro cara que tinha que fazer uma matéria sobre esses velhos enquanto eles tão vivos, não esperar que morram etc. e tal.
 
Até falei desse sujeito que, entre outras coisas, escreveu uma das primeiras hqs que li (RICHARD DRAGON, KUNG FU FIGHTER) e ganhou definitivamente meu apreço ao escrever a série THE QUESTION durante os 80.
 
Então o que tou me propondo a fazer é catar várias informaçoes disponíveis na rede (e outras não) pra tentar juntar tudo num texto meio disparatado, mas com alguma coerência… mesmo que a memória afetiva interfira mais que o planejado inicialmente.
 
1º round:
 
Dennis “Denny” J. O’Neil (nascido em 3 de maio de 1939, em St. Louis, Missouri) é um escritor norte-americano de quadrinhos e editor, principalmente para a Marvel e DC Comics nos anos 1970, 1980 e 1990 e Editor de Grupo para os títulos de Batman até sua aposentadoria.
 
Seus trabalhos mais conhecidos incluem Lanterna Verde / Arqueiro Verde e Batman com Neal Adams, O Sombra com Mike Kaluta, O Questão com Denys Cowan, que foram saudados por suas histórias sofisticadas que expandiram o potencial artístico da parcela mainstream da mídia . Como editor, ele é conhecido principalmente pelo trabalho em vários títulos  do Batman. Hoje, O’Neil faz parte do conselho de administração da instituição de caridade The Hero Initiative.

Asterios

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tava falando c’uma ex noutro dia. redundamos na memória. pra minha tristeza lembro de acontecimentos e pessoas em excesso.

nada bom. esse é o downside.

aquele lance de ‘copo meio cheio’ e tal…?

pra compensar tem memórias positivas. a primeira vez que prestei atenção no Mazzuchelli, por exemplo, foi num gibi do DD… a arte era diferente do ‘padrão Marvel’ então vigente mas ainda não tinha alcançado maturidade. a trama, se não me engano do Dennis O’Neil, um dos roteiristas mainstream que já ousavam (outro era Archie Goodwin), ocorria em dois tempos narrativos diferentes: no velho oeste e nowadays.

não muito depois disso Miller voltou ao título e Dave continuou na arte, uma das melhores hqs com supas até hoje. o cara evoluía a olhos nus edição após edição. daí, Batman Ano Um e outro salto de qualidade.

Dave sumiu do mainstream.

descobri via Garcia que ele fazia agora uma revista (maior que uma mag) indie chamada RUBBER BLANKET. mais progresso na arte.

então a adaptação com o Karasik de CITY OF GLASS, do Auster. a história em si já era perfeita em prosa e pensei que seria impossível adaptá-la, dada a ênfase no verbal (muito, muito importante pro ‘desenrolar dos acontecimentos’, se é que algo ‘acontece’ mesmo em ficção, inda mais na metaficção do Auster). os caras, como se dizia na minha época, ‘tiraram de letra’.

não lembro de ver mais nenhuma peça do Dave desde LITTLE LIT.

até agora.