Arquivo da tag: zen

mister butterfly

borboletaestudo3

Mais um estudo de personagem do Edu pra nossa hq futura.

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miss butterfly

borboletaestudo1

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estudos de Edu Mendes pra BORBOLETA, hq em que estamos colaborando.

a magic day

nada a ver com o velho gagá, respeitável público.
 
de sexta pra sábado escrevi o que faltava do plot novo de BORBOLETA e a coisa ficou mais ou menos como eu queria. as fraturas vão ser preenchidas com o parceiro da empreitada, mas acho que 16 páginas são mais que suficientes pra cobrir todo o espectro desse teatro caótico. os mais familiarizados com zen vão lembrar da parábola do monge e da borboleta que foi devidamente incorporada à história.
 
deitei pouco depois das cinco, acordei às nove e me preparei pra sofrer com a insuficiência de sono. pra minha sorte o sabat foi leve, então tive duas horas pra cochilar antes do almoço e, como era de se esperar nesse tipo de situação, com todas essas referências onirotaoístas, sonhei que tava sonhando.
 
no sonho dentro do sonho passei por mais de uma situação vexatória (todo teatro é protesto, Zé!… se bem que a frase soaria melhor substituindo a última palavra por ‘pretexto’). ao acordar do sonho dentro do sonho, lembrei que precisava sair pro papo sabadeiro, fiz algumas coisas mas não trouxe nenhuma prova coleridgeana marcante. pena! daí acordei de verdade e pus o bloco na rua, como disse minha encarnação preferida de Gene Hunt no último episódio da versão americana de Life on Mars. finalzinho pífio, by-the-by. mas o percurso foi bacana.
 
mais quando houver mais.

Life

na última quarta uma das poucas séries policiais que acompanhava com gosto na tevê terminou.

LIFE narra a trajetória de Charlie Crews (Damien Lewis, de BAND OF BROTHERS, brilhante como sempre), policial que, após ser preso e cumprir doze anos de sentença injustamente pelo assassinato de seu sócio-amigo e família, é solto depois da reabertura do caso com base em avanços das técnicas de análise de cenas de crime e recebe uma indenização monstruosa do governo, além de ter seu cargo como detetive restituído.

a estrutura narrativa, muito parecida com séries de mídias distintas, tem caráter episódico, tramas que se encerram num capítulo e um plot subjacente que consiste na investigação de Crews de seu próprio caso: quem teria interesse em tirá-lo de circulação por tanto tempo?

uma das idiossincrasias que torna esta personagem única é o mistério de sua sobrevivência na prisão. policial preso por doze anos injustamente? o cara seria morto, enlouqueceria ou sairia transformado num criminoso de verdade. aí entra o talento de Lewis pra emprestar veracidade à persona excêntrica de Crews. ele aprende zen na cadeia. um autodidata. depois de incontáveis lutas e passagens pela enfermaria do presídio sempre acompanhado pelo agressor da hora em pior estado, Crews ganha o respeito dos demais prisioneiros, aliados sui generis prum detetive de polícia, além de um conjunto inédito de técnicas e novas ferramentas de trabalho.

não é a história de um policial violento, mas de um cara que quer saber. eu diria que a maior habilidade de Charlie é seu poder de observação e acrescentaria, com tranqüilidade, que o trato zen adquirido o ajuda a ver além da superfície, o subjacente, e pensar fora da caixa.

quem veio aqui atrás de quadrinhos, dois links conectados de um jeito gozado. ambos saqueados do CBR, que apresenta artigos diversos. este aqui saiu de um em que Steve Lieber comenta este trampo… é um tipo de apresentação de novos talentos por ‘veteranos’. o outro, da coluna de Steven Grant, que mandou seus leitores prum .pdf de Lieber e Jeff Parker.

vai lá olhar.