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e BORBOLETA começa a tomar forma, cortesia do gentleman dos quadrinhos indies, Edu Mendes.

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experiência x comportamento

daí tava fazendo o que digo pros outros sempre fazerem: reler o que foi escrito, limar impiedosamente o desnecessário e/ou acessório pra não prejudicar o fluxo do texto.

fiquei surpreso.

percebi que tanto a versão 2.0 de BORBOLETA quanto A.P.I. tem pouquíssimas palavras aparentes. o grosso do texto está no roteiro em si e mesmo essa parte ficou econômica em relação aos monstros que escrevia antigamente.

a diferença primordial entre uma história e outra é que BORBOLETA é basicamente o plot decupado sem quase nenhuma informação acrescentada e o tempo é regido pelos diálogos esparsos das personagens.

em A.P.I. estou, por enquanto, usando um narrador onisciente e recordatórios. até que a ação comece, pelo menos, e as personagens interajam.

daí cabe a elas o que acontecer a seguir. experiência x comportamento = drama. no bom sentido, claro. encarando hqs como teatro. São Will ia gostar disso, acho eu.

mister butterfly

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Mais um estudo de personagem do Edu pra nossa hq futura.

miss butterfly

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estudos de Edu Mendes pra BORBOLETA, hq em que estamos colaborando.

diário mínimo

Hábito. Tudo gira em torno disso. Tornar algo novo um hábito é difícil. Passei anos, desde as tentativas iniciais até boa parte da produção atual, anotando toda e qualquer coisa em papel. Primitivo mas eficaz. Apesar de ainda usar os dedos pra escrever, na digitação se perde algo da intimidade que há ao escrever com tinta no papel… especialistas em caligrafia são capazes de dizer se documentos foram assinados por falsários porque a letra de cada um é pessoal, mostra traços de sua personalidade. Erraticidade, profundidade, vaidade… tudo que torna uma carta de próprio punho e manuscrita pessoal é perdido a partir do momento que se opta por usar um programa de edição de texto. Que fazer, certo? Talvez tentar algo novo, filtrar, quem sabe, um vocabulário pessoal, de uso próprio, a fim de transmitir algo de pessoal ao texto composto eletronicamente.

Bom, já consegui expressar um troço que me preocupa com a mudança de ferramentas. Tá na hora de tentar fazer um esboço rápido da primeira página do roteiro de BORBOLETA. Se der mando ainda hoje pro cara. Se der.

a magic day

nada a ver com o velho gagá, respeitável público.
 
de sexta pra sábado escrevi o que faltava do plot novo de BORBOLETA e a coisa ficou mais ou menos como eu queria. as fraturas vão ser preenchidas com o parceiro da empreitada, mas acho que 16 páginas são mais que suficientes pra cobrir todo o espectro desse teatro caótico. os mais familiarizados com zen vão lembrar da parábola do monge e da borboleta que foi devidamente incorporada à história.
 
deitei pouco depois das cinco, acordei às nove e me preparei pra sofrer com a insuficiência de sono. pra minha sorte o sabat foi leve, então tive duas horas pra cochilar antes do almoço e, como era de se esperar nesse tipo de situação, com todas essas referências onirotaoístas, sonhei que tava sonhando.
 
no sonho dentro do sonho passei por mais de uma situação vexatória (todo teatro é protesto, Zé!… se bem que a frase soaria melhor substituindo a última palavra por ‘pretexto’). ao acordar do sonho dentro do sonho, lembrei que precisava sair pro papo sabadeiro, fiz algumas coisas mas não trouxe nenhuma prova coleridgeana marcante. pena! daí acordei de verdade e pus o bloco na rua, como disse minha encarnação preferida de Gene Hunt no último episódio da versão americana de Life on Mars. finalzinho pífio, by-the-by. mas o percurso foi bacana.
 
mais quando houver mais.