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Dois Lobos: pág. 01

Abaixo, a primeira (de 24) página do roteiro. No link, o produto do trampo de Rodrigo Nemo.

Página 1;

Nada inovadora. Nestes 6 painéis fazemos uso do pdv (ponto de vista)de Andrade, um dos protagonistas.

Painel 1;
O que vemos é uma casa em um bairro suburbano com muro alto e portões de ferro batido. Através do portão da garagem podemos ver um carro guardado. Não há ninguém na rua apesar de o dia estar começando a clarear. Ao responsável pelas letras: considere o uso de fontes diferentes para os monólogos internos dos personagens que se alternarão na narrativa. Os monólogos aparecerão como recordatórios, os retângulos usados para texto quando os personagens não estão dialogando, feito?

RECORDATÓRIO: Lembro de ter entrado na cela.

Painel 2;
Ainda usando o pdv de Andrade, vemos sua mão direita empurrando o portão de ferro menor e temos uma visão parcial da fachada da casa. Pense numa estrutura sóbria para combinar com a personalidade lógica do sujeito.

RECORDATÓRIO: Ouvi a porta bater e o ruído metálico da tranca se fechando.

Painel 3;
Dentro da casa. Organizada, muito organizada. Exceto por um ou outro item ou peça de mobiliário derrubado ou posto fora do lugar por uma pessoa (ou coisa, tenhamos esperança) que saiu às pressas.

RECORDATÓRIO: Depois disso silêncio, vazio, escuridão…

Painel 4;
Chegamos num corredor terminado em uma escada que leva ao porão.

SEM TEXTO

Painel 5;
Ainda estamos no topo da escada, ainda usamos o pdv de Andrade, de cima para baixo. A porta da cela que se encontra ao pé da escada está aberta.

RECORDATÓRIO: …a espera… a contagem regressiva para o ataque que não veio.

Painel 6;
Dentro da cela, depois de passarmos pela porta aberta, vemos as paredes de tijolo nu, arranhadas em alguns pontos, em outros escavada até o concreto armado que forma a segunda camada da parede. Pedaços de roupas rasgadas no chão.

RECORDATÓRIO: Ao menos não quando imaginei.

RECORDATÓRIO: Esta é a chave:

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ídolos

gozado como de tempos em tempos, geralmente conversando com a mesma amiga, reitero minha opção de não ter mais heróis pessoais, paradigmas, ídolos.

todo mundo tem pés de barro.

apesar disso, fica difícil ignorar a postura e integridade de alguns caras que mantêm a palavra mesmo em face da grita massificada de que, ‘ei, cê tá errado!’.

preciso dar nome aos bois?

acho que a essa altura (e pra quem não entender, basta rolar a esteira um pouco pra baixo) seria redundar e redundância é algo que, quando possível, prefiro evitar.

parece que a maioria ignora (ou faz questão de ignorar) a diferença entre uma pessoa física e uma jurídica, que não sabe o que uma corporação pode fazer com uma voz individual.

claro que sair da zona de conforto é complicado, claro que muita gente gosta de personagens e não de autores, como se fosse possível dissociar a qualidade apresentada pelos primeiros nas mãos de um dos segundos que realmente soubesse o que estava fazendo, claro que tem uma pitada generosa de preconceito em minha visão, claro que a maioria está interessada tão somente em sua dose diária, semanal ou mensal de entretenimento com aquele personagem específico, pouco importando se o que está lendo faz sentido ou não, desde que tenha umas falas bacanas e ilustrações legais.

arte? que é isso?

antigamente arte tinha uma função.

pode ter certeza de que não era distrair zezinhos do mundo todo das agruras de suas vidas.

arte costumava ser algo transcendental, possibilitar um mínimo de iluminação, uma epifaniazinha de quando em vez.

hoje em dia arte e entretenimento confundem-se na cabeça da maioria.

antes que eu esqueça (novamente), reativei minha conta no tumblr e andei fazendo uma porrada de reblogs em preparação prum teaser de algo que está quase pronto.

the fingers of dead men

desta vez a espera é o carregamento da última página da entrevista monstro que Alan Moore deu a Seraphemera, uma editora independente de livros e música, sobre sua posição no que concerne ao badalado e polêmico “lançamento do ano” da DC Comics, ‘before watchmen’. a leitura da mesma é pra lá de recomendada, pois esclarece a posição do escritor e, talvez, ajude algumas pessoas menos perceptivas a entender que o trabalho que ele fez em League of Extraordinary Gentlemen, The Spirit e, até, o work for hire do início de sua carreira nada tem a ver com o que está se propondo agora pela editora subsidiária da Warner.

Nowlan

outro mestre dos quadrinhos geralmente ignorado em detrimento daqueles que chamam mais atenção é Kevin Nowlan, o tipo de sujeito que faz tudo do bom e do melhor e talvez seja mais conhecido como artefinalista. agora ele tem seu blog e, adivinha só, tá postando exemplos online tanto de sua arte solo quanto do trabalho “passando tinta” que faz. saudades dos tempos em que ele colaborava com Jan Strnad.

mais um

desta vez a espera é por algo ainda mais prosaico que uma rodada de reuniões inúteis.

meu ciclo circadiano foi fodido completamente de ontem pra hoje e minha biologia, por consequência, prejudicada. então até as funções involuntárias precisam de um período de repouso antes de voltarem ao seu funcionamento ótimo. escrevo enquanto não acontece.

terminei de ler TINKER, TAYLOR et al e achei muito foda. não esperava gostar do Le Carre e fui surpreendido positivamente; ainda bem que a história de Smiley não termina aí. o filme tem méritos diferentes, que só são possíveis a filmes, como o silêncio, por exemplo, e demandar do espectador que preste atenção ao que se passa na tela sem o benefício duvidoso de diálogos expositivos… verdadeira raridade.

descobri um restaurante natural bacana o suficiente pra querer voltar nele; as refeições têm gosto de comida, não de tempero. pra quem gostou do WHAT NOT, tem também este Brand New Nostalgia. alguns brasileiros, um punhado de caras bons mas não tão conhecidos quanto os parceiros do Reverendo Dave.

trouxe pra casa Av. Paulista, do Luiz Gê. Catzo, é um puta livro bonito.

agora preciso ir cuidar do mínimo denominador comum no que concerne a minha saúde mental e deixar a água fria ressuscitar meu cadáver ambulante.

boa noite e boa sorte.

link-se!

UPDATED: pra consertar o link quebrado do What Not (obrigado, sr. O) e acrescentar Toth Fans (tanto no blogroll quanto nesta entrada)

rápido, rápido, rápido.

acréscimos feitos ao blogroll que considero interessantes, interessantíssimos:

Barron Storey, mestre de, entre outros, Dave McKean, que vem mantendo um diário ilustrado online no endereço acima;

What not, blog de um coletivo de desenhistas que trabalha pro mercado americano de quadrinhos e propõe, semana sim outra também, temas pra que todos criem ilus de babar (Dave Johnson, Sean Phillips, Duncan Fegredo, Phil Bond, Jock, Cameron Stewart, Francesco Francavilla entre outros);

Cover Hi-Lo, a crítica semanal de Dave Johnson, um dos profissionais mais rematados do ramo, às capas dos gibis que funcionam ou não, comentando desde design, cores e quejandos;

Toth Fans, a melhor e mais completa base de dados, arte e notas de Nosso Senhor Alex, colecionada e digitalizada por caras que são direta ou indiretamente responsáveis por dois dos livros mais bonitos de quadrinhos do ano passado.

quem acompanha a transmissão ordinária diária que faço no twitter já viu esse povo citado. quem só vem aqui (sim, VOCÊ!) e prefere, compreensivelmente, descobrir meu gosto (nem um pouco) peculiar por arte em doses digest, pronto, seus problemas acabaram.

eeeee por enquanto é só p-pessoal.

agnóstico, ateu, relapso

noutro dia escrevi a seguinte linha em uma mensagem: “às vezes quase acredito em magia simpática”. o ‘quase acredito’ aí em cima deve-se a meu agnosticismo empedernido ou ao meu ateísmo relapso, entenda como quiser.
por exemplo…
bom, acho melhor deixar os exemplos em stand-by por causa de duas ou três superstições que incluem, entre elas, a noção de que falar de algo que está dando certo pode prejudicar o andamento do que quer que seja esse ‘algo’.
hm, pensando comigo mesmo: será que conseguiria ser mais vago se tentasse?
– email, entrada, entre domingo e segunda, subject (censurado – mas tem a ver com hqs);
– email, entrada, segunda, subject ‘uma notícia ruim e uma boa’;
– email, entrada, terça, subject ‘do além 2’.
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minha capacidade de foder as mãos (não desse jeito!) atingiu um novo patamar quando esfolei o indicador da direita enquanto descongelava a geladeira, ‘esfolei’ significando ‘deixei em carne viva’.
isso foi antes de voltar a atacar um troço inominável que pus em movimento ano passado e, parece, vai render alguns frutos. não, se é inominável, é inominável, não dá pra falar a respeito. só que tem um plot que está sendo decupado em 72 páginas de algum formato narrativo.
é, eu sei.
bom, talvez não saiba.
dane-se.