fatos

 

O fato de só perceber agora que meu discurso foi colonizado por termos de psicanálise, apesar de minha ignorância quanto a sua origem, fez soar um alarme baixo e continuo.

 

Os principais, que menciono sempre sem objetivos ocultos, são ‘livre associação de idéias’ e ‘insight’, principalmente quando me refiro ao processo criativo.

 

Depois de quase duas décadas de obscurantismo, de achar que a composição de histórias acontece num plano puramente mental, psicológico, começo a vislumbrar alternativas de criação, digamos, mais viscerais.

 

O corpo como parte do processo, algo que também ajuda a moldar a persona literária, aquela responsável pela voz do texto… só delírio ou finalmente enxergo pra além do mentalês puro e simples, começo a ver a organicidade, as idas e vindas da criação?…

 

Não mais quicar idéias e ‘pensar, pensar, pensar’.

 

Viver.

 

Acumular experiências. Falar delas também. Da beleza, da feiúra, do caos e ordem e conseqüências de tentar controlar um universo, uma realidade acausal.

 

Loucura, pura loucura.

 

A realidade está além do alcance de nossas mãos, de nossas mentes.

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Uma resposta para “fatos

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