Asterios

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tava falando c’uma ex noutro dia. redundamos na memória. pra minha tristeza lembro de acontecimentos e pessoas em excesso.

nada bom. esse é o downside.

aquele lance de ‘copo meio cheio’ e tal…?

pra compensar tem memórias positivas. a primeira vez que prestei atenção no Mazzuchelli, por exemplo, foi num gibi do DD… a arte era diferente do ‘padrão Marvel’ então vigente mas ainda não tinha alcançado maturidade. a trama, se não me engano do Dennis O’Neil, um dos roteiristas mainstream que já ousavam (outro era Archie Goodwin), ocorria em dois tempos narrativos diferentes: no velho oeste e nowadays.

não muito depois disso Miller voltou ao título e Dave continuou na arte, uma das melhores hqs com supas até hoje. o cara evoluía a olhos nus edição após edição. daí, Batman Ano Um e outro salto de qualidade.

Dave sumiu do mainstream.

descobri via Garcia que ele fazia agora uma revista (maior que uma mag) indie chamada RUBBER BLANKET. mais progresso na arte.

então a adaptação com o Karasik de CITY OF GLASS, do Auster. a história em si já era perfeita em prosa e pensei que seria impossível adaptá-la, dada a ênfase no verbal (muito, muito importante pro ‘desenrolar dos acontecimentos’, se é que algo ‘acontece’ mesmo em ficção, inda mais na metaficção do Auster). os caras, como se dizia na minha época, ‘tiraram de letra’.

não lembro de ver mais nenhuma peça do Dave desde LITTLE LIT.

até agora.

2 Respostas para “Asterios”

  1. Li essa adaptação de City of Glass. É sensacional. O que se alcançou ali em termos de narrativa é um absurdo. E o traço do Mazzuchelli tá bem simples, pictórico, mas sem perder nada em qualidade, na linha Flávio Colin.

    • e o novo, ASTERIOS POLYP, marca mais uma evolução do Dave, Nemo. dá uma procurada por aí… acho que no CBR tem um review do Tim Callahan com páginas da hq ilustrando. tá um desbunde.

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