Life
na última quarta uma das poucas séries policiais que acompanhava com gosto na tevê terminou.
LIFE narra a trajetória de Charlie Crews (Damien Lewis, de BAND OF BROTHERS, brilhante como sempre), policial que, após ser preso e cumprir doze anos de sentença injustamente pelo assassinato de seu sócio-amigo e família, é solto depois da reabertura do caso com base em avanços das técnicas de análise de cenas de crime e recebe uma indenização monstruosa do governo, além de ter seu cargo como detetive restituído.
a estrutura narrativa, muito parecida com séries de mídias distintas, tem caráter episódico, tramas que se encerram num capítulo e um plot subjacente que consiste na investigação de Crews de seu próprio caso: quem teria interesse em tirá-lo de circulação por tanto tempo?
uma das idiossincrasias que torna esta personagem única é o mistério de sua sobrevivência na prisão. policial preso por doze anos injustamente? o cara seria morto, enlouqueceria ou sairia transformado num criminoso de verdade. aí entra o talento de Lewis pra emprestar veracidade à persona excêntrica de Crews. ele aprende zen na cadeia. um autodidata. depois de incontáveis lutas e passagens pela enfermaria do presídio sempre acompanhado pelo agressor da hora em pior estado, Crews ganha o respeito dos demais prisioneiros, aliados sui generis prum detetive de polícia, além de um conjunto inédito de técnicas e novas ferramentas de trabalho.
não é a história de um policial violento, mas de um cara que quer saber. eu diria que a maior habilidade de Charlie é seu poder de observação e acrescentaria, com tranqüilidade, que o trato zen adquirido o ajuda a ver além da superfície, o subjacente, e pensar fora da caixa.
quem veio aqui atrás de quadrinhos, dois links conectados de um jeito gozado. ambos saqueados do CBR, que apresenta artigos diversos. este aqui saiu de um em que Steve Lieber comenta este trampo… é um tipo de apresentação de novos talentos por ‘veteranos’. o outro, da coluna de Steven Grant, que mandou seus leitores prum .pdf de Lieber e Jeff Parker.
vai lá olhar.