pra quê?

já sentiu jetlag mental?

meu dia-a-dia é assim. corpo num ritmo, cérebro noutro(a). quando parece que vou começar a pensar o dia acaba, não é mais o mesmo e ainda assim é hoje. tentando fazer catching-up com a idéia de sinergia que tava me mantendo coerente até ano passado… no deal until now.

feriado prolongado. tentei aproveitar e adiantar alguma leitura. muita coisa descartável a ser passada adiante em breve, deus sabe como o apê tá apertado, mas desencavei uns troços que nem lembrava que tavam por aqui e li.

LA VELOCIDAD DE LAS COSAS, do Rodrigo Frésan, por exemplo, coletânea de contos, pero no mucho, com histórias excelentes e, até, alguns insights sobre supas, entre outras tantas referências à cultura pop… mas, peraí, supa são pop? really? me gusta particularmente o estilo do sujeito. às vezes sequer se faz necessário que haja um plot.

uma outra coletânea, antiqüíssima, só que de ensaios e de outro autor, Montaigne. gozado ler a dedicatória do sujeito. mesmas preocupações que a maioria de nosotros hoje em dia, exceto que o cara escreveu (ou publicou, não tou bem certo) em 1580.

hq? retomei a leitura de BLACK DOSSIER. o que gosto nas histórias dos Extraordinary Gentlemen é que o véio Alan já anunciava essa idéia num texto que foi publicado, xaver, na edição do Pantanoso da MP. ele adorava e comparava a LJA, como conceito, com uma junta de todos os protagonistas dos romances de aventuras.

(re)li o primeiro volume de SHADE, THE CHANGING MAN. 19 anos, héin? primeira vez que leio essas histórias em inglês, daí o ‘re’. Chris Bachallo tava começando a se tornar um desenhista que chamaria atenção… lá pela metade do run dele neste gibi o cara tava matando a pau. aí ele foi pra Marvel… aí fodeu tudo.

li o preview de CACHALOTE que saiu na Piauí. tinha lido umas hqs do Rafa Coutinho nos poucos números que consegui da Sociedade Radioativa e visto que o cara era sério… não, não no sentido de ser chato… com o trampo, mesmo. dá pra ver na prévia que ele continua num crescendo.

com tanta coisa pra ler, pra quê perder tempo escrevendo, certo?

3 Respostas para “pra quê?”

  1. Como se houvesse opção na maldição de (querer) escrever.
    Moraes, sempre um otimista.

    • amoraes Diz:

      minha maldição, admito. inda mais com a coisa da surdez progressiva. daqui uns anos não vai ser opcional procrastinar.

      • Não acredito em doenças.
        Segundo meu cardiologista eu devia estar morto há meio ano.
        Troque de médico.
        Claro, sempre há o risco das doenças acreditarem em você.

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