fatos
O fato de só perceber agora que meu discurso foi colonizado por termos de psicanálise, apesar de minha ignorância quanto a sua origem, fez soar um alarme baixo e continuo.
Os principais, que menciono sempre sem objetivos ocultos, são ‘livre associação de idéias’ e ‘insight’, principalmente quando me refiro ao processo criativo.
Depois de quase duas décadas de obscurantismo, de achar que a composição de histórias acontece num plano puramente mental, psicológico, começo a vislumbrar alternativas de criação, digamos, mais viscerais.
O corpo como parte do processo, algo que também ajuda a moldar a persona literária, aquela responsável pela voz do texto… só delírio ou finalmente enxergo pra além do mentalês puro e simples, começo a ver a organicidade, as idas e vindas da criação?…
Não mais quicar idéias e ‘pensar, pensar, pensar’.
Viver.
Acumular experiências. Falar delas também. Da beleza, da feiúra, do caos e ordem e conseqüências de tentar controlar um universo, uma realidade acausal.
Loucura, pura loucura.
A realidade está além do alcance de nossas mãos, de nossas mentes.
06/08/2008 às 11:51 am
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